segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Refém de um personagem


Todo humano nasce livre, é a defesa dos pressupostos de suas convicções que o torna refém. Só você pode pagar o preço do seu resgate.

Uns demoram um pouco mais, outros já nascem feitos, mas o fato é que cada um de nós se reveste de um certo personagem. Há o fanático por um clube de futebol. A segunda-feira desse personagem será feliz, impiedosamente triste ou sem graça na medida de uma vitória, derrota ou empate da sua paixão. Todas as coisas são insignificantes e secundárias, quando a pelota rola e num dos lados está a agremiação que fará tal personagem gritar, xingar e, por vezes, quase morrer de paixão ou de ódio. As cores predominantes de seu clube são símbolos sagrados. Estarão presentes em todas as coisas de sua vida. Não se encontram registros de pessoas que tenham se libertado desse tipo, aliás, o que se sabe é que no final...bem, no final tudo acaba.

Ah, birrento macaco, dirá alguém, fala como se não fosse um desses. Sei, sei, sei, mas antes dos sessenta estarei livre desse ópio. Pagarei o meu próprio resgate.

Aqui apenas o preâmbulo para o que vem adiante, um esquento, para usar termo atualizado.

Há o cético, o socialista, o comunista, o liberal, o conservador, o antissocial, o letrado, o crente conservador, este último, mais do que um pleonasmo, um caso especial, quase intocável...digo quase, pois viva a liberdade de expressão. Mas cuidado, veja lá o que pretende dizer. Ah, queria mesmo discorrer sobre as amarras ideológicas.

Depois...depois...tudo ao seu tempo.

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