Viramos cinzas e ficamos zanzando pelo espaço sideral, ora formando planetas, ora estrelas, e quem sabe para os nômades a carona em cometas - que cortam os céus de tempos em tempos, deixando rastros com aquela cauda iluminada. Emocionante, não é verdade? Equivale a dizer que aquele vaso de flor que decora nossa sacada pode ser a poeira cósmica de um neandertal, ou quem sabe fragmentos de um gladiador do Império Romano. Tudo é pó, sem duplo sentido. "Tudo é pó e ao pó hás de voltar", já decretava uma sentença bíblica.
Bombinhas, feriado, outono de 2026.