sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Anotações sobre O avesso da pele, de Jeferson Tenório

 


Anotações

A condição de negro num país racista. 



Resenha de “O Avesso da Pele” de Jeferson Tenório*

“O Avesso da Pele” é um romance impactante e necessário, escrito por Jeferson Tenório e publicado pela Companhia das Letras em 2020. A obra aborda temas como racismo estrutural, violência policial, e as complexas relações familiares, especialmente entre pai e filho.

A narrativa é conduzida por Pedro, um jovem negro que, após a morte de seu pai Henrique em uma abordagem policial desastrosa, busca entender e reconstruir a história de sua família. Por meio de uma narrativa sensível e, por vezes, brutal, Tenório expõe as fraturas existenciais e sociais que marcam a vida de negros no Brasil.

Enredo e Personagens

Pedro, o protagonista, é um jovem que tenta lidar com a perda do pai e, ao mesmo tempo, compreender a sua própria identidade. Henrique, o pai, é retratado como um homem que enfrentou diversas formas de racismo ao longo de sua vida, desde as piadas racistas na família da namorada branca até a violência policial que culminou em sua morte. A mãe de Pedro, Martha, também tem uma história marcada por dificuldades, tendo sido separada das irmãs e criada por uma família branca após a morte dos pais.

A relação entre Pedro e Henrique é central na narrativa. Através das memórias e objetos deixados pelo pai, Pedro reconstrói a trajetória de Henrique, revelando um homem que, apesar das adversidades, buscou educar e proteger seu filho. A figura do professor Oliveira é crucial na formação de Henrique, ajudando-o a tomar consciência do racismo estrutural que permeia a sociedade.

Temas e Estilo

O racismo estrutural é o tema central do livro. Tenório aborda o racismo de maneira multifacetada, mostrando como ele afeta todos os aspectos da vida dos personagens. A violência policial, a falência do sistema educacional e as relações inter-raciais são exploradas com profundidade e sensibilidade.

O estilo narrativo de Tenório é inovador e corajoso. A história é contada em segunda pessoa, como se Pedro estivesse conversando diretamente com o pai falecido. Essa escolha estilística cria uma sensação de intimidade e urgência, aproximando o leitor dos sentimentos e pensamentos dos personagens.

Impacto e Relevância

“O Avesso da Pele” é uma obra essencial para quem deseja entender melhor o racismo estrutural no Brasil. Por meio de uma narrativa poderosa e personagens bem construídos, Tenório oferece uma reflexão profunda sobre as condições existenciais da população negra e os privilégios da branquitude.

O livro foi merecidamente premiado com o Prêmio Jabuti de 2021 na categoria Romance Literário, consolidando Jeferson Tenório como uma das vozes mais potentes e estilisticamente corajosas da literatura brasileira contemporânea123.

Em resumo, “O Avesso da Pele” é uma leitura indispensável para quem busca compreender as complexidades das relações raciais no Brasil e a luta contínua contra o racismo. A obra de Tenório é um testemunho da resistência e resiliência da população negra, e uma chamada à ação para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

*Com auxílio de Copilot IA.


Ganhei esse livro da Michele, aniversário de 66 anos.

Peru, a caminho de Machu Picchu, maio de 2024.






domingo, 11 de agosto de 2024

Anotações sobre O filho de mil homens, de Valter Hugo Mãe

 


Primeiro comentário: É uma prosa parecendo poesia.

Trechos...

A esperança era uma coisa muda e feita para ser um pouco secreta.

Quem tem menos medo de sofrer, tem maiores possibilidades de ser feliz.

Quanto maior importância dessem ao sucedido, mais parecia que se acusavam de paternidade.

Como esses mortos cujas almas se esqueceram de partir.

Mas o menino, afinal, chorou. Tinha alma. O passado é uma herança de que não se pode abdicar.

Um sopro do vento que se assemelhava a um murmúrio.

Por algum motivo,

De falarem as pessoas mais sobre o tempo do que sobre o filho de quinze pais que ninguém fora ver.

Dentro de alguma tristeza, era feliz.

Ler seria fundamental para a saúde.

O Alfredo partia um pouco a cada dia.

Uma casa que parecia vazia mesmo com ele lá dentro.

Ser o que se pode é a felicidade.

A vizinha não reconfortava a Matilde em nada.

Não falou nem gritou com ninguém.

Os filhos perdoados são outra vez perfeitos.

O rapaz pequeno crescia semeado com boa esperança.

Faziam também parte dos que escolhiam ser uma porcaria ao invés de quererem ser normais, como as prostitutas, os drogados, os surfistas e os cantores.

Não se tocavam e não se entreolhavam.

Contavam as versões boas de todas as histórias, mesmo das mais terríveis.

As crianças não deveriam crescer nunca porque as crianças são perfeitas.

Quem perdeu a mãe perde-a para sempre e nunca mais para de a perder. 

Tem tanto de despachada quanto de complicada.

As pessoas eram assim mesmo, feitas de imprudências. Quem sabe se a imprudência é a felicidade.

Apresentar o Antonino com essa máscara tão cristã de estar casado.

Nunca queira livrar-se do coração. Siga-o.

Não era costume que alguém lhe respondesse com tão grande intensidade nos olhos.

Se não esperamos nada (da vida), tudo quanto existe já abundância.

Nunca por preconceito algum limite o amor.

Pequeno-almoço.

Arrumada de flores e perfumes para fazer de conta que a morte era uma coisa bonita.

As flores silvestres significavam uma generosidade de beleza que os campos tinham para toda a gente. 


Dias dos pais, 11 de agosto de 2024.


Resenha de "O Filho de Mil Homens", de Valter Hugo Mãe*

“O Filho de Mil Homens”, de Valter Hugo Mãe, é um romance profundo e comovente que explora temas como a paternidade, o amor, a solidão e a busca por um sentido na vida. Lançado em 2011, o livro é uma das obras mais notáveis do autor português, conhecido por seu estilo único e sua capacidade de captar a complexidade das emoções humanas.

O enredo gira em torno de um personagem central, um homem chamado “O Homem”, que vive numa pequena aldeia portuguesa. Ele é um ser marcado pela solidão e pelo desejo não realizado de ser pai. O Homem, cuja identidade nunca é completamente revelada, é retratado como um ser melancólico e introspectivo, que busca em vão a paternidade. Seu desejo de ter um filho é uma metáfora para a sua busca por pertencimento e por uma conexão mais profunda com o mundo e com os outros.

O romance se destaca pela sua escrita poética e pela construção de personagens profundamente humanos. Valter Hugo Mãe utiliza uma linguagem rica e evocativa para descrever as emoções e as experiências dos personagens. A narrativa é intercalada com momentos de introspecção e reflexões filosóficas que aprofundam a compreensão do leitor sobre as motivações e os dilemas dos personagens.

Os temas da paternidade e da identidade são explorados de maneira sensível e multifacetada. O Homem, que deseja desesperadamente ter um filho, vê em sua ausência uma forma de se redimir e encontrar um propósito para sua existência. No entanto, a sua jornada é marcada por frustrações e desencantos, que refletem uma visão mais ampla sobre o que significa ser pai e como a ausência de um papel pode influenciar a vida de alguém.

O livro também aborda a relação entre o desejo e a realidade, mostrando como as expectativas muitas vezes entram em conflito com a vida cotidiana. A história é permeada por uma sensação de esperança e desesperança, com personagens que lutam para encontrar um sentido em suas vidas. A narrativa é salpicada com momentos de beleza e tragédia, que capturam a complexidade da experiência humana.

A construção da aldeia e dos personagens secundários adiciona uma camada adicional de profundidade ao romance. A comunidade ao redor do Homem é um microcosmo que reflete as suas próprias angústias e sonhos, proporcionando um pano de fundo rico para a história principal. Esses personagens contribuem para a exploração dos temas centrais do livro e oferecem uma visão mais abrangente da vida na aldeia e das dinâmicas interpessoais.

Por meio de uma prosa lírica e introspectiva, Valter Hugo Mãe consegue criar uma obra que é, ao mesmo tempo, universal e íntima. “O Filho de Mil Homens” é uma meditação sobre a busca por conexão e a luta para encontrar um propósito, oferecendo ao leitor uma experiência literária rica e reflexiva. É um livro que desafia o leitor a considerar as suas próprias concepções de paternidade, identidade e pertencimento, deixando uma impressão duradoura e profunda.


*Com auxílio do ChatGPT.

terça-feira, 30 de julho de 2024

Conversando com os meus botões



Na quietude de minha presença, estava ali conversando comigo mesmo. Era um costume que trazia desde minha adolescência, desde até onde consigo vasculhar o passado. Lembro-me que, por volta dos meus 12 anos, enquanto caminhava na avenida daquela cidadezinha do interior, eu boxeava com uma pessoa invisível. Um carro diminuiu a velocidade ao passar por mim, e o motorista mandou: “Bate nele, vai…” Nisso, voltei à realidade e segui caminhando. Era um traço que levaria comigo ao longo dos anos, talvez de introspecção, quem sabe.

Tempos depois, muito tempo depois, estou no quarto conversando sozinho, e então minha esposa me surpreende e pergunta com quem eu estaria conversando. De imediato, não me ocorreu uma reação em palavras; apenas voltei à realidade naquele instante. Pensei comigo: "Ora, ora, minha esposa, estou conversando com meus botões."

Bombinhas, julho de 2024.



terça-feira, 23 de julho de 2024

Anotações acerca de Leite Derramado, de Chico Buarque

 


A riqueza da linguagem de Chico Buarque em Leite Derramado é a primeira impressão que me toca comentar nestas anotações.

Leitura em julho, 2024.

Recortes

Mas não sustentaria uma conversação sobre literatura;
Eulálio d'Assumpção, o Lalinho;
Descarrego;
Ruminava;
Rumo à civilização;
Cear;
Conversas galantes;
Entabulou assunto;
O dinheiro era comedido;
Ia dormir um pouco mareado;
Essa gente do Norte;
Crack da Bolsa de Valores de Nova York;
Dizem que desgraça atrai desgraça;
O sentimento se fecha em repolho;
Gania de dor nas juntas;
Fazenda na raiz da serra;
Mitigasse seu sofrimento;
Vez por outra ia;
Logo distingui o que nele foi ensinado do que era natural;
Parecia má-criação;
Sonhando com ela melei estes lençóis;
Reação destemperada;
Por um instante embasbaquei;
Se bandeava para a oposição;
Minhas raízes no campo conservador não me permitiriam;
Acabrunhado;
Estreitaram sua amizade;
Tenho para mim que aquilo não passava de invencionice;
Era uma brincadeira trivial, qualquer criança passa por isso;
Revolta pueril;
Cabelo pixaim;
Deve ser artista de cinema ou coisa pior;
(nessa frase, Chico sintetiza todo o preconceito da personagem)
Como se eu falasse disparates;
Comecei a considerar a hipótese;
Era como a flor que ao mudar de vaso às vezes fenece;
A casa cheirava a alfazema;
Pequerrucha;
Se com a idade a gente dá para repetir casos antigos, palavra por palavra, não é por cansaço da alma, é por esmero. É para si próprio que um velho repete sempre a mesma história, como se assim tirasse cópias dela, para a hipótese de a história se extraviar;
(aqui Chico Buarque, na pele de uma personagem, faz uma reflexão filosófica bem humorada acerca do processo de envelhecimento)
Temperamento misantrópico;
Tampouco lograva se lembrar;
Batia mais pelo estalo que pelo suplício;
(nesta frase está toda a maldade que uma pessoa pode destilar, era um branco batendo numa pessoa escravizada)
Pareceia serenar;
Ela era leve de espírito;
É esquisito ter lembranças de coisas que ainda não aconteceram;
Se soubesse como gosto de suas chegadas, você chegaria correndo todo dia;
Ora, ora, minha filha, ora, ora;
O garoto era um Assumpção de boa cepa.

Resenha de "Leite Derramado" de Chico Buarque*

"Leite Derramado", romance de Chico Buarque, é uma obra que se destaca não apenas pela maestria narrativa do autor, mas também pela profundidade histórica e social que permeia suas páginas. Publicado em 2009, o livro apresenta uma estrutura narrativa singular: todo ele é contado em forma de monólogo por um homem octogenário, Eulálio Montenegro d'Assumpção, enquanto ele agoniza em uma cama de hospital. Esse formato confere à narrativa uma intensidade e uma intimidade peculiares, conduzindo o leitor por uma jornada através de mais de um século da história brasileira.

Eulálio Montenegro d'Assumpção é um personagem cativante e complexo, cuja voz narrativa revela não apenas suas memórias pessoais, mas também as vicissitudes de sua família e, de certa forma, do próprio Brasil. Através de suas reminiscências, somos transportados para o Rio de Janeiro do século XIX, onde acompanhamos a ascensão e a decadência de sua poderosa família. Chico Buarque entrelaça habilmente a história pessoal de Eulálio com os eventos políticos e sociais que moldaram o país ao longo dos anos, desde o fim da escravidão até os dias mais contemporâneos.

Um dos aspectos mais marcantes do romance é a linguagem rica e poética utilizada por Chico Buarque. Eulálio Montenegro d'Assumpção narra com uma mistura de nostalgia, ironia e lucidez, criando um tom melancólico e, ao mesmo tempo, irônico que permeia toda a narrativa. A prosa fluída e envolvente do autor faz com que o leitor se sinta imerso não apenas na história do protagonista, mas também na atmosfera e nos dilemas de uma nação em transformação.

Além da habilidade técnica na construção narrativa, Chico Buarque aborda temas universais como amor, poder, decadência e memória. Eulálio reflete sobre seus relacionamentos familiares complicados, suas paixões arrebatadoras e as consequências de suas próprias decisões ao longo da vida. Ao mesmo tempo, o autor joga luz sobre as injustiças sociais e as desigualdades que marcaram o Brasil desde os tempos coloniais até os dias atuais, revisitando questões urgentes sobre identidade, classe e poder.

"Leite Derramado" é uma obra que transcende o tempo e o espaço, oferecendo não apenas uma história pessoal profundamente tocante, mas também uma reflexão crítica sobre a história de um país complexo e multifacetado. Chico Buarque demonstra mais uma vez sua maestria não apenas como compositor e letrista, mas também como um dos grandes escritores contemporâneos da literatura brasileira.

Em suma, "Leite Derramado" é um livro que combina narrativa magistral, personagens vívidos e uma profunda reflexão sobre a história e a condição humana. É uma leitura essencial para quem busca compreender não apenas o Brasil, mas também as complexidades universais da vida e da memória.


*Com auxílio do ChatGPT.













sábado, 13 de julho de 2024

Conversas nem tanto imaginarias com meu pai: a Corrida de São Silvestre sob outro olhar


 Lembro-me de que meu pai costumava assistir a todas as corridas da São Silvestre pela TV. "Ligue a TV, acho que está na hora da São Silvestre", dizia ele. 

Quando seu tempo neste mundo estava prestes a lhe escapar, ele brincava. "Vou melhorar, ainda quero correr a São Silvestre um dia!". Sua vida estava por um fio, mas seu senso de humor permanecia inabalável. "Óbvio que não tenho a pretensão de competir com os quenianos", completava. E então deixava fluir aquele seu sorriso de satisfação.

Bom moço, esse seu Aristeu. Espirituoso ele era. 


Clique no link abaixo e veja o vídeo.




 

Sobre o romance Pergunte ao pó, de John Fante



Anotações sobre Pergunte ao pó, de John Fante

Cabe destacar que na edição em análise (6ª edição, 2006) o prefácio é de Charles Bukowski, em 1979. Todavia o livro foi lançado em 1937. Título original: Ask the dust.

Recortes

"Era ainda mais andarilho do que eu".

"Ficava doente depois de cada jogo de futebol em que via o leste perder".

"Todo o que não chegara pouco antes tomou conta de mim".

O cachorrinho riu.

Leitura em julho, 2024.

 Resenha de "Pergunte ao Pó" por John Fante*

"Pergunte ao Pó" é uma obra emblemática do autor ítalo-americano John Fante, publicada originalmente em 1939. Ambientada na Los Angeles da década de 1930, a história narra os tumultuados meses na vida de Arturo Bandini, um jovem escritor de origem italiana que luta para encontrar seu lugar no mundo literário e também no amor. Por meio de uma prosa vívida e intensa, Fante conduz os leitores por uma jornada introspectiva e emocionalmente complexa.

A narrativa se desenrola em torno de Arturo Bandini, um alter-ego literário de Fante, que enfrenta suas próprias batalhas internas enquanto tenta estabelecer-se como um escritor de sucesso. Arturo é um personagem profundamente humano, cujas aspirações artísticas muitas vezes entram em conflito com suas inseguranças e desafios pessoais. Ele oscila entre momentos de extrema confiança e momentos de dúvida intensa, refletindo a luta universal entre o desejo de autossuperação e as limitações impostas pela própria psique.

Central para a narrativa está o relacionamento de Arturo com Camilla Lopez, uma jovem mexicana por quem ele se sente intensamente atraído desde o momento em que a conhece. Camilla é retratada como uma figura enigmática e sedutora, cuja presença na vida de Arturo desencadeia uma série de eventos que alteram profundamente sua perspectiva sobre si mesmo e sobre o mundo ao seu redor. O relacionamento entre Arturo e Camilla é marcado por paixão, conflito e uma busca incessante por identidade e significado.

Além do romance central, Fante habilmente explora temas de identidade étnica, classe social e os desafios enfrentados por imigrantes e seus descendentes na América do início do século XX. A representação vívida de Los Angeles como pano de fundo é essencial para a atmosfera da história, oferecendo um retrato detalhado da cidade durante uma época de transformação social e cultural.

A escrita de Fante é caracterizada por sua autenticidade e crueza emocional, capturando tanto a beleza quanto a angústia da experiência humana. Seu estilo é direto e vigoroso, com diálogos que ressoam com uma energia palpável e descrições que pintam vívidas imagens mentais dos cenários e personagens. A linguagem utilizada é muitas vezes poética, carregada de simbolismo e metáforas que enriquecem a experiência de leitura.

Em última análise, "Pergunte ao Pó" é uma obra que transcende sua época, oferecendo uma exploração profunda da psique humana, dos anseios artísticos e das complexidades dos relacionamentos interpessoais. Através da jornada tumultuada de Arturo Bandini, John Fante convida os leitores a refletirem sobre as questões universais de identidade, amor e autodescoberta. Com uma narrativa poderosa e personagens memoráveis, este romance continua a ser uma obra de significado duradouro na literatura americana.

Em suma, "Pergunte ao Pó" não apenas captura a essência de uma época e de uma cidade específicas, mas também ressoa com uma verdade emocional e existencial que transcende fronteiras culturais e temporais, estabelecendo-se como um clássico moderno da literatura americana.


*Com auxílio do ChatGPT.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

A Ralé Brasileira: quem é e como vive. Jessé Souza. Anotações

 A Rale Brasileira, Jessé Souza


Anotações


"Com base em uma profunda e consistente pesquisa empírica, este livro procura recontar, na dimensão da vida cotidiana, o drama existencial e familiar dos tipos sociais mais encontrados na ralé brasileira. Essa é uma "novela" a que os brasileiros ainda não assistiram. O livro também mostra como chegamos a construir uma ciência social dominante conservadora, e, mais ainda, a partir dela, um debate público servil ao economicismo hegemônico, que mais esconde que revela dos nossos conflitos sociais mais importantes".

Contracorrente, Editora